Alguns professores achavam legal a minha força de vontade, mas outros não curtiam”, conta o ator que, depois de diversos olhares atravessados, abandonou o curso que nunca começou oficialmente. “Eu não pagava e desisti. Olha só que cara de pau!”. Foi justamente por causa da, digamos, desenvoltura na sala de aula e no recreio do colégio que Paulinho ouviu os incentivos de ‘vai fazer teatro pra ver se para de encher o nosso saco’ e passou a sair de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, a cada manhã de domingo para as aulas de interpretação no teatro Barrashopping, na Barra da Tijuca, que começavam às 9 horas. “Depois de três meses no curso, eu sabia o que queria fazer para a vida”, lembra Paulinho, que até animador de festas infantis já foi. Além de ter descoberto a arte como profissão, o ator ainda lembra de sua importância na inclusão social. “Eu tinha uma condição bem diferente dos meus colegas de curso, mas no palco eu valia o que eu era e não o que eu tinha”, ressalta.
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